Arquivo para Julho 14th, 2008

bolo com confeitos

Levando em consideração os bolos que tenho comido ultimamente, e o bolo que comi hoje, eu deveria estar farta e com a barriga cheia! De doce. Mas não, tenho fome.

Hoje mesmo, almoçando no restaurante central da Universidade de São Paulo (vulgo bandejão!), enquanto saciava minha fome no sentido literal da palavra, aproveitei para observar as pessoas, e me dei conta de que gosto muito de pessoas que riem à toa, assim, sem motivo aparente.

Um homem (ou devia dizer, garoto?), enquanto comia seu prato no melhor estilo montanha, começou a sorrir. E continuou a comer. E quando miro novamente, estava rindo, e comendo, e gargalhando, e comendo. Percebeu que eu olhava. Opa! Desvio meu olhar tentando achar outra cena que me prenda. Mas não acho.

Terminei de comer, continuei na esperança de mais algum acontecimento divertido, mas como mais nada diferente acontecia, e eu já estava parecendo uma maluca com o prato vazio pescoçando as mesas alheias, resolvi me retirar.

ego

O que é exatamento o egoísmo?

O dicionário me diz:

egoísmo

do Lat. ego, eu

s. m., amor próprio excessivo, que leva o indivíduo a olhar unicamente para os seus interesses em detrimento dos alheios; conjunto de propensões ou instintos que levam à conservação do indivíduo.

A ver:

  • amor próprio excessivo? Bah…Tá longe!
  • olhar unicamente para meus interesses em detrimento do próximo? Hm…talvez, mas sempre com muito cuidado e pensar, pensar, pensar…para não machucar ou magoar.
  • propensões que levam à conservação do eu? Olha, melhor nem comentar a fundo essa questão!

O questionamento mais profundo e sério, talvez seja o segundo. Pois envolve o outro. A partir do momento que mexo com a vida alheia, preocupo-me. Mas há uma pergunta (ou seriam perguntas?) que não me deixa em paz:

- Qual o limite do meu eu? Até que ponto eu posso responder por mim e somente a mim? A partir de que momento o sentimento do outro é mais importante do que o meu?

Queria muito respostas para todas essas ansiedades. Aceito sugestões, opiniões e o que for!

Obrigada a quem está aqui.

inquietação

Ok. As pessoas têm seus momentos catárticos, de surto e desligamento do mundo real (aliás, o que podemos chamar de real e de não-real? ainda não sei….sugestões?), mas até que ponto as pessoas à sua volta realmente necessitam respeitar esses momentos (que podem facilmente transformar-se em algo perene)? E como falar em respeito, se essa pessoa falta com o mesmo no exato instante em que decide desligar-se?

Não, não estou falando em suicídio. Apesar desse assunto de alguma maneira pertencer a discussões parecidas com a comentada acima. Ponderando suas proporções, argumentos e motivos, penso que a simples falta de anúncio e satisfação, toca no ponto nevrálgico da questão. Há de se pensar com mais calma e reflexão, e discutir tais questões ansiosas.


 

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