À medida que o tempo passa, muita coisa vai ficando para trás:
* a paisagem na janela do carro em movimento
* as águas do rio a desaguar no oceano
* as iscas dos anzóis perdidas no mar bravio
* os amores hoje murchos como florzinhas de camomila na infusão do chá calmante
Espalmo minhas mãos no que foi e não alcanço, estico os braços e não há nada que tenha sido, me pego a correr atrás do que já fora.
E no estrondo das ondas sobre as rochas, no feixe luminoso do farol que te guia, no sal que corrói as estruturas, a vida continua. Como sempre. O ontem que ontem era hoje, o hoje que ontem era amanhã, o amanhã que amanhã será hoje, o hoje que amanhã será ontem, mais uma vez, até o fim.
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