Arquivo para Julho, 2008

o

penso ajo não ajo olho suo sangro bebo corto como falo choro rio volto

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paradoxos

tão escura quanto o fundo de um poço. tão obscura quanto o horizonte de uma floresta dentro da noite. tão profunda quanto o fundo do mar. tão clara quanto um copo de água fresca. tão aberta quanto uma rosa no fim de um dia quente. tão rasa quanto um pires.

densidade

ENSO

DENSO

DENSO

DENSO

DENSO

DENSO

DENSO

DENSO

DENSO

D E N S O

D  E  N  S  O

D E N S O

DENSO

DENSO

DENSO

DENSO

DENSO

DENSO

DENSO

DENSO

 

 

Sim! A densidade é maleável, com capacidade de expansão e momentos de diluição.

 

 

d                          e                          n                          s                          o

toda(o)

Toda fala é inalcançável. Toda palavra é inefável. Toda tradução é incompleta. Toda explicação é insuficiente. Todo pensamento é submisso ao sentimento.

t.empo

Um pouco de tempo.

O tempo que toca o timbre do tom que tece o toque que traça o tempo que passa.

 

Coração.

Toque.

Tempo.

Timbre.

Tic.

Tac.

Têm.

Tom.

Tudo.

Tu.

Tu.

Tu.

haja visto o que não há

Densidade é uma palavra que tem andado muito comigo, talvez nos últimos dois ou três anos (ok, essa tentativa de quantificar o tempo foi quase que totalmente aleatória!). Às vezes eu penso que isso é bom, mas muitas outras penso que é ruim, e mais, afasta muita gente. E a idéia de seleção de pessoas? Será que entra nesse âmbito essa questão?

Olha, sei lá! Mas não deixo de mencionar aqui que isso me tira boas horas de sono, de tempo, que seja. E que se fosse diferente, eu certamente não estaria aqui escrevendo, e ainda mais, postando em um blog aberto para quem quiser ler.

O texto é desarticulado, talvez de difícil compreensão ou concatenação de idéias com final feliz e algum tipo de resultado. A escrita se apresenta quase como meus pensamentos, de maneira mais ou menos organizada para o leitor, e confusa na maior parte das vezes na tentativa de encontrar um eixo central. Minha mente é uma bagunça!

A tranqüilidade é algo que eu almejo muito, mas que quanto mais penso nela, parece que mais distante fica. Queria paz de espírito, calma para saber que sempre haverá alguém para me ouvir e conversar, não necessariamente que concorde comigo, claro que não! Adoro debates. Mas com a tal da densidade parecida, que saiba como é ter na cabeça um turbilhão de idéias, pensamentos, conceitos, cores, opiniões que vêm e que vão, assim, como o mar faz com suas águas na beira da praia. E talvez, mais ali ao fundo, arrebenta por sobre as rochas fazendo escutar ao longe o estrondo, por horas. Para mais tarde ou quem sabe concomitantemente, se fazer raso, límpido, claro e fresco, como a espuma que sussurra e estala na areia perto de meus pés que observam e participam.

 

DENSO

 

Adj. 1. Que tem muita massa e peso em relação ao volume.

 

O que me preocupa é o peso. O peso das coisas, o peso de mim, o peso de meus pensamentos e o peso do que os outros pensam a respeito do que eu penso.

Aliás, há um texto ótimo sobre o peso do Richard Serra, preciso achá-lo, adoraria postá-lo aqui.

 

PESO

 

18. Fig. Tudo quanto incomoda, molesta, fatiga, preocupa ou abate; carga, fardo.

 

Realmente, tranqüilidade e mente livre é o que mais quero! Mas sabe de uma coisa? Até nas coisas mais trágicas eu tenho tido calma e paz para aceitação. Ou seria frieza?

 

Ai, que dor de cabeça….não sei o que é. E parece que não vai passar até eu dormir, mas não quero dormir, estou com vontade de escrever, e essa música (Najwa Nimri – Gold Note) tá muito agradável. Mas é tarde (01:01 am) e amanhã eu tenho que ir ao H.U. ver se resolvo logo essa chatice de astigmatismo, miopia, óculos e etc. É isso. Comer algo, beber leite quente, dormir, acordar amanhã e recomeçar.

 

 

la muerte de la paloma negra

Duas no mesmo dia. Mas só consegui registrar uma.

bolo com confeitos

Levando em consideração os bolos que tenho comido ultimamente, e o bolo que comi hoje, eu deveria estar farta e com a barriga cheia! De doce. Mas não, tenho fome.

Hoje mesmo, almoçando no restaurante central da Universidade de São Paulo (vulgo bandejão!), enquanto saciava minha fome no sentido literal da palavra, aproveitei para observar as pessoas, e me dei conta de que gosto muito de pessoas que riem à toa, assim, sem motivo aparente.

Um homem (ou devia dizer, garoto?), enquanto comia seu prato no melhor estilo montanha, começou a sorrir. E continuou a comer. E quando miro novamente, estava rindo, e comendo, e gargalhando, e comendo. Percebeu que eu olhava. Opa! Desvio meu olhar tentando achar outra cena que me prenda. Mas não acho.

Terminei de comer, continuei na esperança de mais algum acontecimento divertido, mas como mais nada diferente acontecia, e eu já estava parecendo uma maluca com o prato vazio pescoçando as mesas alheias, resolvi me retirar.

ego

O que é exatamento o egoísmo?

O dicionário me diz:

egoísmo

do Lat. ego, eu

s. m., amor próprio excessivo, que leva o indivíduo a olhar unicamente para os seus interesses em detrimento dos alheios; conjunto de propensões ou instintos que levam à conservação do indivíduo.

A ver:

  • amor próprio excessivo? Bah…Tá longe!
  • olhar unicamente para meus interesses em detrimento do próximo? Hm…talvez, mas sempre com muito cuidado e pensar, pensar, pensar…para não machucar ou magoar.
  • propensões que levam à conservação do eu? Olha, melhor nem comentar a fundo essa questão!

O questionamento mais profundo e sério, talvez seja o segundo. Pois envolve o outro. A partir do momento que mexo com a vida alheia, preocupo-me. Mas há uma pergunta (ou seriam perguntas?) que não me deixa em paz:

- Qual o limite do meu eu? Até que ponto eu posso responder por mim e somente a mim? A partir de que momento o sentimento do outro é mais importante do que o meu?

Queria muito respostas para todas essas ansiedades. Aceito sugestões, opiniões e o que for!

Obrigada a quem está aqui.

inquietação

Ok. As pessoas têm seus momentos catárticos, de surto e desligamento do mundo real (aliás, o que podemos chamar de real e de não-real? ainda não sei….sugestões?), mas até que ponto as pessoas à sua volta realmente necessitam respeitar esses momentos (que podem facilmente transformar-se em algo perene)? E como falar em respeito, se essa pessoa falta com o mesmo no exato instante em que decide desligar-se?

Não, não estou falando em suicídio. Apesar desse assunto de alguma maneira pertencer a discussões parecidas com a comentada acima. Ponderando suas proporções, argumentos e motivos, penso que a simples falta de anúncio e satisfação, toca no ponto nevrálgico da questão. Há de se pensar com mais calma e reflexão, e discutir tais questões ansiosas.

13 graus

E esse frio? Sério. O sol me enganou, ficou lá dando as caras, mas nem me avisou que não estava em funcionamento. Humpf!

Mas gosto de ti, ventinho.

solilóquio, é?

É estranho me livrar de certos pensamentos quando o que sinto não é realmente o que penso. E o que penso não é realmente o que sinto.

- Mas como?

Traduzir sentimentos em palavras-texto necessita do filtro do pensamento, enquanto inteligibilidade daquele que lê.

- Mas quem se importa?

Talvez sentimentos-pensamentos proferidos aleatoriamente nesse espaço de ninguém fique mais claro, não sei.

- Alguém gastaria o tempo lendo tão mal desenhadas frases?

Ah! Isso é o que eu (não) queria saber.

horizonte anterior

À medida que o tempo passa, muita coisa vai ficando para trás:

* a paisagem na janela do carro em movimento

* as águas do rio a desaguar no oceano

* as iscas dos anzóis perdidas no mar bravio

* os amores hoje murchos como florzinhas de camomila na infusão do chá calmante

Espalmo minhas mãos no que foi e não alcanço, estico os braços e não há nada que tenha sido, me pego a correr atrás do que já fora.

E no estrondo das ondas sobre as rochas, no feixe luminoso do farol que te guia, no sal que corrói as estruturas, a vida continua. Como sempre. O ontem que ontem era hoje, o hoje que ontem era amanhã, o amanhã que amanhã será hoje, o hoje que amanhã será ontem, mais uma vez, até o fim.

intermédio

Do perfume do café imagens vêm e se esvaem, assim, tão efêmeras quanto o próprio vapor.

sob a terra

Escrevo na esperança de transformar acontecimentos recentes em fósseis desprezíveis.


 

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